Três dicas principais para as mães que estão amamentando

Na parte dois da Série Amamentação, a consultora Luciane e as mamães Camila e Raquel voltam com informações incríveis sobre a importância de estar bem informada, do apoio e da autonomia

Você lembra do primeiro texto da série amamentação? Basta clicar aqui para conhecer nossas entrevistadas e saber como elas lidam com dor e privação do sono. Além disso, a Luciane Bueno, consultora internacional de amamentação, falou sobre como estimular a produção de leite.

Agora, chegou a hora de conferir as três dicas principais para as mães que estão amamentando.

De acordo com Luciane Bueno, consultora internacional de amamentação, apesar de cada mulher ter sua história individual de aleitamento, é comum que pessoas próximas tentem dar opiniões pensando em ajudar. Só que, às vezes, a abordagem é invasiva e desanimadora, ao invés de ser motivadora. Por isso, a profissional compartilhou as três dicas de ouro para quem está nesse processo de aleitamento.

A importância da informação

Luciane conta que a amamentação ainda é romantizada e muitos têm a crença de que ela é 100% instintiva, o que não é verdade. Segundo a consultora, trata-se de um processo que envolve técnica, além dos aspectos emocionais, por isso é importante buscar informação de qualidade. “O conhecimento vai te ajudar a desconstruir mitos e ajustar expectativas emocionais sobre esse período. O caminho é a informação e não receitas mágicas. Com ele, você vai aprender a ter mais paciência durante o processo e parar de se cobrar tanto”, explica.

Em concordância, Camila relata que além de ler bastante sobre o assunto, participou de rodas de gestantes que ajudaram com diversas dicas acerca da amamentação.  “Se existe alguma coisa que as futuras mamães podem fazer para se preparar para a amamentação é pesquisar e se informar muito. Quando você se informa bastante, também fica mais auto confiante, fala com segurança e as pessoas ao redor te respeitam mais. Essa dica é preciosa. Não espere nascer para pesquisar. Estude os cuidados práticos do dia a dia”, afirma.

“Os primeiros meses foram os mais tranquilos, justamente porque eu estudei muito o assunto e interagi em muitos grupos. Só que nem sempre foi fácil. Eu tive ducto entupido, pontada, dor e seio empedrado também, mas o apoio e o amor de todos à minha volta foram essenciais para que eu pudesse continuar”, relembra.

A importância do apoio

Luciane indica que o ideal é que ainda gestante, a mulher busque uma rede de apoio. Além do diálogo com a família, recomenda um encontro prévio com uma consultora de amamentação, com o objetivo de entender o processo e a fisiologia envolvida no mesmo.  

Segundo Raquel, a ajuda de um profissional de aleitamento no início da sua vida como lactante fez toda a diferença. “A Luciane me ensinou técnicas para a Vick ter uma pega perfeita, massagens para deixar o mamilo elástico e ajudar o bebê na amamentação, fora todas as dicas e conversas, que foram incríveis. Nós, como mães, ficamos mais tranquilas e vemos que a amamentação não é um bicho de sete cabeças”, relata.

Camila concorda e conta que na sua experiência, o apoio foi essencial. “No primeiro dia de hospital, o Benjamin precisou mamar um pouco de fórmula, o que me deixou bem frustrada, mas deu forças para me esforçar ao máximo para conseguir amamentar. Ainda no quarto, tive ajuda das enfermeiras e de uma fonoaudióloga para  aprender como fazer a pega correta. Eu sabia que essa era a coisa mais importante para não machucar. Realmente, contar com as pessoas ainda internada foi muito importante”, afirma.

A importância da autonomia

Sobre esse ponto, a consultora explica que cada mulher tem o seu jeito de maternar. “Precisamos ser livres e ter autonomia para fazer nossas escolhas como mães, errar e acertar. Hoje, com as redes sociais, buscamos modelos exemplares de maternidade. Só que essa comparação é muito ruim para nós, mulheres. Precisamos nos acolher e respeitar mais as escolhas da outra”, ensina.

Mamãe de um recém-nascido, Camila fala que há muitas comparações também entre os bebês. “No começo, muitas pessoas analisam os pesos das crianças. Meu conselho para as mulheres é que prestem muita atenção no seu filho, porque ele é único. Às vezes algo que funciona com um, não vai funcionar com outro. Por isso, s pediatra orienta e confie no seu corpo, pois ele tem a capacidade de produzir tudo o que o bebê precisa”, incentiva.

TUDO VALE A PENA!

Apesar de considerar o processo de amamentação cansativo, Raquel comenta sobre o sentimento de felicidade e realização. “Faço livre demanda e minha bebê quer mamar a cada uma hora durante o dia, sendo que algumas vezes são mais longas e outras mais curtas, e a noite costuma ser o período mais tranquilo, porque ela só acorda uma vez. No final do dia, eu estou exausta, mas a sensação de olhar a carinha dela de satisfação é incrível”, descreve.

Em concordância, Camila afirma que a determinação e a força de vontade fazem a diferença. “Precisa querer e estar disposta, porque é uma doação muito grande, tanto física quanto mental. Você passa muitas horas do seu dia ali, naquela posição, só que é maravilhoso e vale muito a pena”, reforça para as mamães.

CONHEÇA A ESPECIALISTA:

Luciane Amorim Bueno (LuaBueno)

Enfermeira Obstetra, graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Pós-Graduada em Enfermagem Obstétrica pela UNIFESP e em Gerenciamento de Serviços de Saúde pelo Albert Einstein. Atualmente Mestranda em Ciências da Saúde na Faculdade de Medicina ABC. Instrutora do método GentleBirth e Especialista em Aleitamento Materno pelo IBCLC – Internacional Board Certified Lactation Consultant. www.luabueno.com.br

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